Manuela Santos gosta de explicar que o projeto deste quarto foi um bom desafio. A mãe queria que coubesse ali uma cama generosa, onde pudesse deitar junto com o filho à noite para ler histórias. E pediu também uma bancada versátil, com peg board e fácil de ser adaptada a diferentes alturas, acompanhando o crescimento da criança. Tudo isso em um espaço compacto (12m2) e estreito. 

_ Fomos desenhando e testando o espaço, sentindo se havia uma boa circulação. Como há uma brinquedoteca ao lado, não vimos necessidade de tanto lugar para armazenar brinquedos. Na entrada do ambiente montei uma mini biblioteca, já que os pais faziam questão de incentivar a leitura. Tem até um cantinho para “relaxar” ao lado da estante _ explica Manu.

A escolha do papel de parede foi também um item fundamental para o desenvolvimento do projeto. Manu conta que sentou com Mariana, do ateliê Nina Moraes, e juntas ficaram experimentando ideias que privilegiassem meios de transporte e um clima urbano. Chegaram finalmente ao desenho de uma padronagem neutra, com fundo branco, que traz a imagem de uma pequena cidade, conceito que permeia toda a decoração. 

_ É um desenho exclusivo, preto e branco, que não pesou no ambiente. A mãe queria a cama cinza mas a convenci a usar o verde menta, mais leve e alegre. O enxoval todo é da Nara Maitre e o tapete, da Lorena Canals, também _ explica Manu.

Preocupada em criar um ambiente unissex, a arquiteta desenhou uma marcenaria atemporal, em tons neutros, com poucos elementos temáticos. Para ela, esse ambiente é fácil de se adaptar tanto ao crescimento do menino quanto, no futuro, ao nascimento de um bebê. 

_ Fizemos um painel imantado na entrada, que dá pra usar como pista de carrinhos. Isso é talvez a maior referência ao tema de meios de transporte, além dos objetos como luminária sinal de trânsito na estante (Projeto de Gente). Tudo fácil de mudar e se adaptar, caso no futuro esse quarto seja ocupado por uma menininha… _ revela ela.