Martina serelepe

Assim que o NaToca chegou ao delicioso apê da arquiteta TATIANA FELNER, no Humaitá, MARTINA se enroscou nas pernas da mãe, naquela atitude típica de criança com vergonha. Mas demorou cerca de cinco minutos para se soltar em um show de simpatia, com cambalhotas ininterruptas e muitos sorrisos. E levar a equipe até seu quarto, que é uma delicadeza só.

Fotos: Paula Giolito

Tatiana Felner foi quem coordenou o visual do nosso lindo piquenique, mostrado aqui em um post recente (Domingo no Parque). Alguma dúvida que trata-se de uma produtora habilidosa, do maior bom gosto e cheia de boas ideias? Para o quarto da filhota Martina, de 3 anos, o enredo foi outro. Ainda no início da gravidez, ela sabia que queria um ambiente neutro, que não brigasse com as cores dos brinquedos. A base, portanto, é toda clarinha, com um lambri em uma das paredes, e um papel de parede delicado, com desenhos em preto e branco de bichos, comprado na Anthropologie de Nova York.

– Só depois vi que o tamanho do papel de parede era pequeno demais, então não subi com ele até o teto: parei na mesma altura do lambri da parede em frente, e achei que acabou ficando mais bacana, valorizou o pé direito alto. Um erro que acabou dando super certo – conta Tati.

Os móveis em estilo retrô, com pés palitos, foram todos desenhados pela própria, que já pensou numa forma de aproveitá-los por bastante tempo. O trocador pode ser adaptado e virar apenas uma cômoda – basta retirar a parte acima das gavetas. E o berço tinha uma lateral de encaixe, que já foi trocada por uma grade menor, dando uma aparência mais de caminha.

Os detalhes da decoração são simples e inspiradores. O par de botas estampadas que ainda não cabe em Martina fica em cima da cômoda – um charme! O nome aramado, pendurado na parede, é da artista Ana Moraes. E o lambri ganhou puxadores espalhados que servem de ganchos para alguns penduricalhos.

O quarto conta ainda com uma varandinha, onde fica boa parte dos brinquedos dela, harmoniosamente bagunçados. Entre os bichinhos e almofadas, alguns foram feitos à mão por Tati. O preferido é o Xixi – um coelhinho que ela ganhou antes de nascer.

– Numa troca de fraldas, ela fez xixi em cima dele e o coelhinho foi batizado assim – lembra. –  Tem lugar cativo aqui, sentado numa cadeirinha de praia em cima do banquinho Bubu, do Philippe Starck.

Amamos:

O berço de pés palitos, com a grade menor, com cara de caminha; a disposição em cima da cômoda, com botas estampadas e maletinha.

Mão na massa:

Escolha puxadores bacanas e espalhe-os por uma parede branca. Basta comprar a bucha de acordo com a espessura do parafuso do puxador e furar a parede.

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