Preto no branco

Designer de estampas e mãe de primeira viagem, GABRIELA GARCIA, da Benta Studio, fez questão de planejar cada detalhe do quarto de ANTONIO, que acaba de completar um mês. Fã assumida da clássica combinação do preto e branco, ela conseguiu privilegiar os tons favoritos na pintura das paredes, mas sem deixar o ambiente sóbrio ou pesado. O resultado é puro aconchego.

Fotos: Andrea Marques

De cara, o que chama a atenção no quarto do pequeno Antonio, que mora em uma casa deliciosa em um condomínio de São Conrado, no Rio, é a parede pintada de preto (tinta lousa, preta fosca) no fundo do berço. Fora dos padrões da paleta de tons dos quartos infantis, a cor caiu como uma luva no ambiente, que tem poltrona azul, bandeirinhas coloridas, gaveteiro amarelo e grande parte dos móveis laqueados de branco. Tudo em perfeita harmonia nessa combinação ousada, mas bem sucedida, assinada pela mãe do rapaz, a designer Gabriela Garcia, da Benta Studio, especializado em estampas descoladas para várias grifes cariocas, como a Richard’s, Eclectic e Sardina.

– Sempre amei preto e nem pensei duas vezes na hora de montar o quarto dele. Minha empregada ficou em estado de choque quando viu! O legal é que, no futuro, pode servir como um grande quadro negro. Na outra parede, resolvi fazer umas bolinhas e usei as de EVA, que você compra já recortadas e com adesivo. São facílimas de aplicar, basta fazer uma paginação – diz Gabriela, que assume que a ousadia deu certo porque o quarto, de 9m2, é o mais claro da casa.

Grande parte dos móveis vieram da Tok & Stok e alguns são garimpo de família, como o armário, tingido de branco, que pertenceu ao pai quando bebê. A poltrona, da mãe, só ganhou uma capa e o berço, reparem, não tem protetor. Isso porque a avó de Antonio, a terapeuta e pedagoga Lucia Peçanha, é especialista no método PIKLER, da Hungria, que prega que os bebês têm que olhar, sem barreiras, ao redor quando estão deitados.

– Até móbile não é legal, porque pode trazer angústia, já que está sempre em cima da cabeça da criança e ela não consegue pegar. A filosofia desse método é não infantilizar em excesso. Quase tudo o que escolhi para cá, no fundo, eu adoro e teria em qualquer lugar da casa – revela ela.

O tapete, redondo, foi feito com corda e cola quente, obra também de Gabriela, que não encontrou um pronto, do jeito que queria. E as almofadas são todas de retalhos de amostras da Benta. Ah, para os interessados, a boxer se chama Tulipa e ela ainda tem um bulldog francês, o Benson, ambos educadíssimos.

– Uma família e tanto – brinca Gabi.

Amamos:

O preto lousa na parede, o mix de estampas e o toque artesanal nos objetos, quadrinhos e tecidos.

Mão na massa:

Aqui tem vários: o tapete feito com corda e cola quente e a parede, com bolinhas de EVA adesivadas. Desenhe antes uma paginação no computador, para definir qual o espaçamento ideal e coragem!

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