Na Estrada: Kramers no trailer

A fotógrafa especializada no universo infantil, JULIE MARTIN, o marido e as filhas de 9 e 10 anos alugaram a casa no estado de Oregon, nos EUA, compraram um trailer e partiram para uma aventura sem data para terminar. Veja o relato dela sobre como tudo começou… E como a família está desbravando o mundo de uma forma tão diferente e interessante.

Fotos: Julie Martin

“Nós somos os Kramers e nossa famíia de quatro integrantes está literalmente “na estrada” há mais de três meses. A jornada começou cerca de oito meses atrás, quando resolvemos que queríamos algo diferente para nossas vidas. Larry, meu marido, estava cansado do trabalho e eu estava pronta para a aventura. Nós estávamos seguindo um processo de “homeschooling”(escola em casa) com nossas meninas, de 9 e 10 anos de idade, por dois anos, e pensamos…. por que não ensiná-las mostrando o mundo?

Temos uma casa no Oregon e decidimos alugá-la, o que permitiria pagar a hipoteca enquanto estivéssemos fora. Fizemos uns consertos, melhoramos os espaços e vendemos 90% dos pertences. As poucas peças queridas que mantivemos – antiguidades, heranças de família e álbuns de fotos – foram guardadas em um depósito. O que sobrou foi doado para o Godwill. Rapidamente encontramos inquilinos bacanas e, em poucos meses, compramos um trailer e partimos!

Muita gente se interessa em como nos mantemos viajando full time. Eu sou uma freelance fotógrafa especializada em clicar crianças e faço muita publicidade. Consigo trabalhar bem na estrada e muitas vezes nosso trajeto é ditado por onde tenho uma sessão de fotos agendada. Até agora, ficamos quase todo o primeiro mês na Califórnia. Como não temos planos fixos, nossa ideia é viajar cerca de um ano nos Estados Unidos e seguir para a Europa. Estamos vivendo das nossas economias e não temos dívidas. O carro e trailer já foram pagos e as despesas são mínimas. Imagine acordando, a cada dia, sem responsabilidades a não ser incentivar seus filhos a explorar e aprender com o mundo ao seu redor? É uma sensação incrível, de total liberdade.

Nossas filhas ficaram muito mais interessadas em aprender quando elas conseguiram escolher como e o que as interessam. Na verdade, não precisamos especificar lições de matemática nem inglês, porque elas não têm um currículo fixo. Vimos cobras e plantas exóticas no deserto (e vimos como elas sobrevivem praticamente sem água) e aprendemos como era a vida na prisão de Alcatraz. Pintamos quadros, estudamos arte e nos adaptamos perfeitamente em ter menos e viver mais a cada dia. Não sentimos falta de acumular e, como um todo, cada um de nós está preenchido de uma sensação muito especial: a de viver plenamente o momento.

Algo muito importante para mim era ter certeza que conseguiria passar para as minhas filhas a noção de que elas não precisam viver da mesma forma que outras pessoas vivem. Não precisam ir para o colégio, casar, ter filhos e viver em uma casa enorme, trabalhando 60 horas por semana para conseguir pagar todas as despesas. Nossa mensagem é simples; cada um pode e deve trilhar seu próprio caminho e isso é ok!!

Eu quero que minhas meninas sejam fortes, confiantes e saibam que podem ser e fazer o que quiserem com a vida delas. No fundo, estamos aprendendo uma nova forma de estar (e desfrutar do) no mundo e somos LIVRES!!

Siga a nossa viagem e a nossa família no instagram na conta @wild4living!”

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