Na Estrada: Ilhabela

Um roteiro Rio de Janeiro – Ilhabela, com dicas de paradas no caminho, praias maravilhosas, hospedagem especial e muita diversão na natureza para pais e filhos. Embarque imediato com Joana Mendes (à frente do ateliê Lá na Ladeira), acompanhada dos dois filhos – Vicente, 6 anos; Caio, 3 – e o marido, Guito Moreto, fotógrafo. 

Fotos: Da família/Guito Moreto

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Joana Mendes, do Lá na Ladeira:

“Por ser uma viagem longa, com fila na balsa para a travessia São Sebastião – Ilhabela, a gente decidiu parar em Paraty na casa de amigos e ficamos por três dias lá. Uma delícia! Chegamos de noite e no dia seguinte fomos ao Jabaquara, uma praia maravilhosa para família, tem altos quiosques com comidinhas e drinques e as crianças ficam soltas, já que o mar é calmíssimo. Os meninos amaram! Tem também Camburi, que é lindíssimo… mas tem que pegar trilha.

Partimos para Ilhabela, uma viagem um pouco cansativa, mas vale muito a pena! Chegamos pra ficar 4 dias e ficamos quase 10! Vou pra Ilha desde que tinha 8 anos de idade. Meus tios são de São Paulo e compraram um terreno gigante, mas totalmente abandonado. Meu tio é engenheiro e viu muito potencial, muita água, uma represa já construída, um morro lindo com uma vista deslumbrante. Quando começamos a ir pra Ilhabela, tinha um casarão com chão de barro, o banheiro era fora da casa, uma cozinha imensa… tudo bem velho. Criança quer bagunça, então a gente se divertia demais, inclusive escorregando nos gigantescos morros de areia que faziam parte da obra. Meu sonho era levar os meninos. Ele transformou o lugar num paraíso, a casa está deslumbrante! O sitio já ganhou prêmio internacional de paisagismo. Meu tio e a mulher são um casal maravilhoso, com dois cachorros lindos e, além da casa deles, há mais sete chalés que eles alugam. Um mais lindo do que o outro. Charme total! (veja no airbnb)

Dois ou três chalés são melhores pra casais sem filhos pequenos, pois são no alto e com varandas abertas que dão pro rio, apenas com guarda-corpo. E dois deles são perfeitos para famílias, têm dois quartos e apesar de serem no alto, sem perigo pra criança. O que ficamos é delicioso: um mega loft todo de vidro que dá pra floresta.

Lá, comemos salada da horta, bebemos suco de frutas tiradas do pé, nadamos numa piscina redonda linda (quando foi construída, descobriram uma pedra gigante no fundo, que foi mantida), nos refrescamos nas quatro cachoeiras que existem no terreno, comemos ceviche de peixe fresco comprado assim que são pescados. Saímos alguns dias e comemos pizza na Pizzaria do Deck, hambúrgueres maravilhosos no famoso “Borrachudo” (hoje é um restaurante chiquezinho, mas na minha época era um pé sujo com o melhor hamburguer do mundo). Tem uma praça linda que os meninos se divertiram muito. Além das praias lindas.

Indico a Castelhanos (tem que ir de carro 4 x 4), Bonete (paraíso perdido que fica do outro lado da ilha, tem que ir de barco ou trilha de cinco horas). As praias da feiticeira, Curral, Viana são mais pra turistas, mas pra criança é muito legal, são lindas e com mar calmo. E ainda as praias do lado norte da ilha, que são maravilhosas. Desta vez, fomos na Jabaquara (mesmo nome da praia de Paraty).

Na volta pra casa, ainda aproveitamos mais a viagem. Saímos da Ilha, fomos pra Itamambuca, dormimos duas noites lá e partimos de novo pra Paraty para ficar apenas uma noite. De manhã, colocamos as malas no carro e já na direção do Rio, paramos na Praia Brava, a uns 20 minutos de Paraty. Pra chegar, tem uma trilha de 15 minutos. Meus filhos amam esses programas. Pegam galhos e brincam de guerreiros, observam os pássaros que passam, os insetos diferentes que encontram… Acabando a trilha, você chega a uma praia quase deserta. Foi espetacular! Legal levar umas frutas e água, não tem absolutamente nada. É proibido ambulantes na praia. Natureza por todo o canto!

Voltamos de alma lavada para o caos urbano.”

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