Na Estrada:
baleias em Chubut

Baleias, golfinhos e leões marinhos na natureza, paisagem linda, crianças felizes. Uma viagem pela conhecida Patagônia dos bichos, situada na província de CHUBUT, ARGENTINA. Quem conta tudo aqui é a jornalista Isabela Caban, que partiu com marido e filhos – Daniel, 12 anos; Marina, 8 – para lá, em julho. 

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“Já tinha tempo que a Península Valdés, a reserva nacional argentina (na província de Chubut), estava na nossa mira como desejo de viagem. É lá que acontece a cena, à la National Geographic, das orcas caçando com um chamado “encalhe intencional” – em um impulso, elas se lançam até a areia para abocanhar leões marinhos. A região é conhecida como a Patagônia dos bichos e, além das orcas, há várias outros para ver, entre pinguins, baleias e golfinhos. Quando trocamos nossas milhas por passagens para Buenos Aires, logo começamos a pesquisar a possibilidade de ir à Península.

Como chegar lá? Sondamos aluguel de carro, mas como não tínhamos muito tempo (seriam cinco dias para Valdés), ficaria apertado já que é preciso pelo menos dois dias para ir de Buenos Aires para lá, mais dois dias para voltar. Teria que ser avião. O ideal é planejar com antecedência para conseguir passagens por preços melhores. Nós voamos de Buenos Aires para Trelew (a 40 minutos de Puerto Madryn, onde ficamos hospedados), pela Aerolineas Argentinas. E voltamos pela Andes Linhas Aéreas, saindo de Puerto Madryn.

É fundamental pesquisar bem a época em que a viagem será feita porque cada uma é mais ou menos indicada para ver determinado animal. A caça das orcas, por sinal, acontece em setembro e, mesmo assim, tem que dar sorte de ver. Há turistas que vão pra lá apenas atrás dessa cena e passam dias e dias dedicados a ela. Nós fomos em julho, na segunda quinzena. E vimos muitas baleias Francas. A chegada a Puerto Madryn, ao meio-dia, foi um barato! De carro, passando pela orla da cidade, vimos borrifos e caudas – muitas! Era uma franca ao lado da outra. Deixamos as malas na casa onde ficamos hospedados e já saímos para a praia, para ver mais baleias.

A cidade, em si, não é nada demais. Uma grande orla, um centro, restaurantes, comércio…. Parece que no verão fica bem cheio! Mas o que vale por ali é sair para os passeios. E vale a pena alugar um carro para ficar mais livre e baratear um pouco as saídas. Sim, é preciso saber: os passeios são bem caros! O que transforma essa em uma viagem cara. Nós estávamos em uma situação particular – meu marido é oceanógrafo e tem amigos pesquisadores por lá, que deram todo o suporte, caronas e facilidades. Mas o que aconselho é: alugue um carro e tente negociar os passeios apenas de barco, sem ser o pacote completo. Esses pacotes muitas vezes incluem guias em microfones falando no ônibus. E se você, como nós, detesta esse estilo, todo cuidado é pouco! Se informe bem sobre todos os detalhes do que estiver comprando.

O que valeu muito para nós:

_ A saída para ver baleias Francas. A embarcação sai de Puerto Piramides. No caminho para essa cidade, paramos em El Doradillo, uma praia de pedrinhas onde as baleias chegam muito perto da beira. Fica cheio de gente em pé na praia observando elas, e seus borrifos e movimentos. Imperdível! Depois, em Piramides, saímos de barco e… mais baleias bem de pertinho.

_ Punta Lomo: é só pegar o carro e ir. Uma colônia de leões marinhos, muito legal. Paisagem linda, dá pra ficar um tempo ali observando eles. Dependendo da época do ano, é possível até nadar com eles.

_ Puerto Rawson: ali é o lugar das “toninas overas”, uns golfinhos preto e branco lindinhos e bem rápidos. Um desafio fotografá-las. Não vimos muitas nesse dia, mas vimos outra espécie de golfinho (nariz-de-garrafa), mais baleias, um pinguim (com a cabecinha de fora nadando em alto mar) e leões marinhos.

Que mais? Ainda vimos guanacos soltos, fomos a um museu de dinossauros (em Trelew, que é conhecida pelo rico patrimônio paleontológico) e curtimos um pôr de sol lindo, como só a Patagônia tem. Viagem linda para adultos e (alguma dúvida?) crianças!

A vontade agora é partir com mais tempo pela Patagônia, que pode começar por essa parte, explorando mais a região, os cenários e animais.”

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