Desenhar e montar esculturas faz parte da rotina de Bento, que é filho da designer Rara Dias e neto da artista plástica Iole de Freitas. Com o gene da criação no sangue – o pai é o jornalista Luis Marcelo Mendes, consultor do Museu do Amanhã e da Fundação Roberto Marinho – , ele desde cedo era rato do estúdio da mãe (que desenvolve projetos de livros para as editoras Cosac Naif e Cobogó) e do ateliê da avó. Quando chegou o momento de bolar o seu quarto (12 m2), no apartamento antiguinho no Cosme Velho, esse carioca “figura”, do alto dos seus 9 anos na época, foi logo dizendo que queria uma parede cinza. A arquiteta Carolina Wambier, que fez o projeto, adorou a ideia ousada e sugeriu combinar com uma marcenaria montada com pínus, bem descolada e sem peças pesadas. Deu certo.

– O tom é de improviso mesmo, com móveis soltos e  muitos desenhos e trabalhos feitos por ele nas prateleiras, montadas com ripas de madeira compradas prontas. Até as mãos francesas são as mais simples, só demos um charme com uma pintura colorida – conta Rara, que fez questão de que o armário tivesse uma porta de metal furadinho, que funciona também como ímã e painel para expor as obras do rapaz.

Há ótimas ideias da dupla mãe-e-filho, com o aval de Carolina: a estante simples, fixa no chão e na parede, a cama baixa tipo tatame, que encaixa um colchão confortável, e a estampa gráfica do cartaz de letras do artista plástico Christopher Wooll.  A escrivaninha, vermelha e retrô, foi garimpo de Carolina.

– O legal é que, desde cedo, valorizamos os desenhos de Bento. Muitos foram emoldurados – diz Rara. – Ele adora se sentir um verdadeiro artista.

Amamos:

A porta do armário furadinha, que serve de ímã e painel de exposição dos desenhos de Bento.

Mão na massa:

Tingir as mãos francesas com um spray de tinta automotiva, em uma cor forte, é fácil e fica um charme.

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